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Como ajudar o aluno na preparação para o vestibular?

O candidato a uma vaga na universidade precisa de muito apoio. Tão importante quanto o esforço individual, o empenho nos estudos, é a rede de pessoas próximas interessadas em ajudar. Essa ajuda não tem a ver necessariamente com explicar conteúdos, estudar junto; tem a ver com afeto, acolhimento, incentivo e proteção.

O processo de ingresso nas melhores universidades do país é bastante difícil. A concorrência em cursos tradicionais – como Medicina, Direito, Arquitetura, Engenharias e outros – torna dolorosa a trajetória de preparação para o vestibular.

A pressão emocional é talvez um dos maiores obstáculos. Além de sentir-se obrigado a passar, o candidato vive a constante dúvida a respeito de suas capacidades. “Sou bom o suficiente?”, esta é a dúvida de muitos alunos.

E não basta sentir-se capaz, o candidato é constantemente lembrado de que existem outras tantas pessoas lutando pela mesma vaga. Isso faz com que muitas vezes se sinta culpado quando dorme umas horinhas a mais, sai para uma caminhada ou mesmo “gasta” um tempinho vendo um filme.

“O que meu concorrente está fazendo enquanto não estou estudando?” Esse tipo de pressão a maioria dos pais não experimentou. Por isso nem sempre sabem lidar com o drama dos filhos.

Mas há algo pior. Alguns amigos, colegas, familiares e conhecidos, por vezes, dizem coisas do tipo: “tem certeza que é isso que você quer?”. Ou ainda: “esse curso é muito concorrido; por que não tenta outra coisa?”.

Afirmações dessa natureza reforçam as dúvidas, a sensação de que o esforço está sendo vazio e toda a dedicação não levará a lugar algum.

Justamente por isso ter pessoas próximas que estimulam, incentivam, motivam, protejam é fundamental no processo de preparação para o vestibular.

Quem se importa com a pessoa, demonstra de maneira prática apoiando, verbalizando palavras de ânimo, incentivo para que não desanime, acolhendo quando a insegurança bate à porta…

Facilitando a preparação ao deixar o ambiente mais leve, silencioso, com menos cobranças para coisas que não estejam relacionadas aos estudos, preparando um lanche para que o aluno não perca o foco nos estudos, não insistindo para que saia num momento que deveria estar estudando…

Dando tranquilidade de que uma reprovação não é o fim de tudo; apenas um obstáculo a ser superado.

Na busca pela vaga, o que o candidato mais precisa é de gente que demonstra que acredita nele e que está interessado em vê-lo aprovado.

Por Ronaldo Nezo

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CVU confirma que vestibular vai cobrar apenas uma redação

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 26, a Comissão do Vestibular Unificado (CVU), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), explicou as principais mudanças no vestibular de 2019. Entre as novidades está a cobrança de apenas uma redação – conforme o Colégio Platão já havia antecipado.

O processo de seleção para ingresso na universidade será realizado em apenas dois dias. O vestibular de inverno ocorrerá nos dias 14 e 15 de julho.

No primeiro dia, será aplicada a prova de Conhecimentos Gerais, com 40 questões, e o candidato terá que produzir uma redação.

De acordo com a presidente da CVU, Maria Raquel Marçal Natali, até o vestibular de dezembro passado, eram cobrados dois gêneros textuais. Entretanto, para realizar o vestibular em apenas dois dias, houve necessidade de reduzir as provas.

Não foi apenas a prova de redação que diminuiu. As duas específicas também foram alteradas – de 20 para 15 questões/cada. Com isso, no primeiro dia, são 40 questões, mais a redação; no segundo, 10 de língua portuguesa, 5 de língua estrangeira, 5 de literatura e 30 das específicas, totalizando 50 perguntas.

Em cada tarde, o candidato terá 5 horas para fazer as provas.

Maria Raquel ainda ressaltou que, ao longo deste ano, o processo de seleção será observado e outras mudanças deverão ser feitas em breve.

LITERATURA

Também houve alterações na lista de obras que serão cobradas na prova de literatura. As novidades são:

Clarice Lispector: A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Carolina Maria de Jesus: Quarto de despejo. São Paulo: Ática, 2014.
Gianfrancesco Guarnieri: Eles não usam black-tie. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
Luci Collin: A palavra algo. São Paulo: Iluminuras, 2016.

Foram mantidas da lista anterior:
Álvares de Azevedo: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2001
Carlos Drummond de Andrade: Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, [119 poemas].
Mário de Andrade: Contos novos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. [9 contos].
Milton Hatoum: Dois irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Augusto dos Anjos: Eu e outras poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002.
Machado de Assis: Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Martin Claret, 2012.

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UEM muda vestibular; direção do Platão elogia novidades

A Universidade Estadual de Maringá anunciou novidades para os vestibulares de 2019. O processo de seleção, que ocorria em 3 dias, agora será realizado em 2. As provas serão aplicadas no período da tarde e terão 5 horas de duração. O diretor do Colégio Platão, professor Toninho Leonel, elogiou a iniciativa. “A UEM teve a sensibilidade de fazer as mudanças. Ficou excelente”.

Não houve alteração no modelo. A prova da UEM é objetiva e somatória, com respostas 01-02-04-08-16, zerando a questão quando ocorre a escolha incorreta de uma das opções.

Para que o processo de seleção seja realizado em 2 dias, a Comissão do Vestibular Unificado (CVU) fez adequações na distribuição e quantidade dos conteúdos cobrados. No primeiro dia de prova, serão aplicadas as provas de Conhecimentos Gerais, com 40 perguntas, e a Redação.

Já no segundo, serão 10 de Língua Portuguesa, 5 de Literatura, 5 de Língua Estrangeira; 30 das duas áreas específicas correspondentes ao curso escolhido (15/cada) – por exemplo, o candidato ao curso de Medicina terá de responder 15 questões de Biologia e 15 de Química. Ou seja, as específicas foram reduzidas; eram 40 questões.

Embora a CVU não tenha confirmado se será apenas uma Redação, a equipe Pedagógica do Colégio Platão acredita que a prova deixará de ter a cobrança de dois gêneros, em virtude do tempo. Até o último vestibular, na segunda-feira, o candidato respondia 20 questões e produzia dois textos. Teoricamente, o aluno tinha 2 horas para o desenvolvimento das redações. Considerando que a duração de 5 horas e 40 questões de Conhecimentos Gerais para responder no primeiro dia, restaria cerca de uma hora para a produção textual.

De acordo com a reitoria da UEM, o objetivo da instituição foi tornar o vestibular mais dinâmico, reduzir custos com a logística e ter maior alinhamento com outros processos seletivos realizados no país.

Na opinião do professor Toninho Leonel, as medidas foram acertadas. Ele lembra que o PAS, Processo de Avaliação Seriada, da UEM é aplicado num único dia com excelentes resultados. “Não há motivo para os alunos ficarem preocupados com as novidades. Na prática, o vestibular está ficando ainda melhor. A UEM está de parabéns!”.

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Como começar a preparação para o vestibular?

A preparação requer muita dedicação. Embora tenha aumentado significativamente o número de vagas no ensino superior com a abertura de faculdades e ampliação do Ensino a Distância, a concorrência para as instituições públicas é grande.

O acesso a cursos como Medicina, Direito, Arquitetura, Comunicação, Engenharias, Enfermagem, Psicologia, entre outros, exige conhecimento e habilidades que vão além do aprendizado dos conteúdos cobrados nos vestibulares.

A aprovação é resultado do conhecimento das matérias, do domínio do sistema de provas da universidade desejada e do equilíbrio emocional.

O aprendizado das matérias é obtido com muito estudo. É fundamental aproveitar bem as aulas e dedicar tempo à revisão e aprofundamento dos conteúdos, após sair do colégio ou do cursinho.

As aulas ajudam a entender os processos, mas são os estudos em casa que vão fixar o que foi ensinado pelo professor. A resolução de exercícios se faz necessária para testar os conhecimentos adquiridos.

Dependendo do objetivo, do curso almejado e dos conhecimentos prévios do aluno, podem ser necessárias entre 3 a 6 horas de dedicação, além do tempo em sala de aula.

Quem consegue aprovação sem esse empenho, é porque fez um vestibular pouco concorrido ou se trata de alguém que tem muita facilidade de aprendizagem. Ou seja, é exceção.

O domínio do sistema de provas é adquirido por meio do estudo das regras do vestibular, o diálogo com pessoas que já foram aprovadas naquela instituição e, principalmente, com a resolução de provas anteriores.

 

Quanto ao equilíbrio emocional, é influenciado pelas características individuais do candidato. Entretanto, o jovem que possui os demais conhecimentos indispensáveis para a aprovação pode ter sucesso também neste aspecto. Com apoio pedagógico adequado, orientação de bons professores, o candidato adquire a confiança que precisa para ter sucesso na prova. Por Ronaldo Nezo

 

Dicas, vestibular

Como escolher um cursinho?

A escolha do cursinho depende bastante dos objetivos e perfil do aluno. A decisão deve considerar o que pretende cursar, os hábitos de estudo e a formação anterior no ensino médio.

O mercado oferece basicamente três propostas: extensivo, semiextensivo e superintensivo. Existem outras variáveis importantes ligadas à proposta pedagógica de cada colégio, porém, um dos primeiros aspectos a considerar é justamente o tempo do curso.

O extensivo tem duração de um ano; o semi, um semestre; já o super, pode ser de um mês até pouco mais de 60 dias, dependendo do colégio.

Para a maioria dos candidatos que busca uma vaga na universidade, o semiextensivo é a melhor alternativa. Considerando que o aluno tem conhecimentos prévios, o semi assegura uma revisão dos conteúdos mais importantes, aqueles que geralmente são cobrados nos vestibulares.

Justamente por ser de um semestre, não há perda de tempo. As aulas são objetivas, focadas e isso torna o processo muito diferente do experimentado pelo aluno durante o ensino médio.

No Colégio Platão, um aluno dedicado, considerando a pontuação da UEM (Universidade Estadual de Maringá), pode crescer, em média, 60 pontos a cada semestre. Mas há relatos de pessoas que avançaram 100 pontos fazendo um único semiextensivo.

Em Maringá, a universidade oferece dois vestibulares por ano. Portanto, caso não seja bem sucedido na tentativa de julho, o candidato pode tentar novamente em dezembro. Na prática, cursando o semiextensivo, revê o conteúdo dos vestibulares duas vezes num período de aproximadamente 10 meses. Isso ajuda a fixar as matérias.

Quando o extensivo e o super são recomendados?

Por durar um ano inteiro, o extensivo lembra o Terceirão. Pode ser uma opção para alunos que tiveram pouco aproveitamento no Ensino Médio e/ou consideram que terão que ficar mais de um ano fazendo cursinho para alcançar a pontuação necessária para aprovação.

Já o super só é interessante para pessoas que estão muito próximas da aprovação e apenas precisam rever alguns conteúdos, lembrar fórmulas, pegar macetes das provas.

Por Ronaldo Nezo